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25.03.2009

INSTALAÇÃO DA FIBRA ÓPTICA A NÍVEL NACIONAL DECORRE A BOM RITMO

A Angola Telecom deu início recentemente à segunda fase do programa de instalação do “backbone”, em fibra óptica terrestre, no âmbito dos projectos denominados “Região Oeste / Credit Oil” e “Região Este” em todo o território nacional, o que permitirá a interligação da rede de telecomunicações entre as diferentes regiões do país.

Os trabalhos de instalação do backbone em fibra óptica caminham em bom ritmo, estando já alguns dos troços rodoviários do projecto concluídos e em fase de testes de aceitação e outros em vias de conclusão, garantiu ao Telinfoma fonte da Angola Telecom.

Divididos em regiões, os trabalhos incidem na instalação de cabos de fibra óptica e os respectivos equipamentos de transmissão.

Assim, a Região Oeste que compreende as províncias de Luanda, Bengo, Bié, Benguela, Cunene, Cabinda, Huambo, Huíla, Kwanza Norte, Kwanza Sul, Malanje e Uíje tem uma extensão de 3.569 quilómetros de fibra óptica terrestre, já instalada.

Nesta região (Oeste), os trabalhos que vinham sendo desenvolvidos no troço Viana (Luanda) -Ndalatando (Kwanza Norte) -Malanje estão já concluídos desde Novembro do ano passado, estando desde aquela altura em fase de testes.

Na mesma região, foram já também concluído em Dezembro último, os trabalhos levados a cabo no troço Lobito-Catumbela-Benguela, devendo o troço Lucala (Malanje)-Negage (Uije), ser concluído brevemente com a instalação dos equipamentos de transmissão.

Durante os próximos meses, deverão ser concluídos os trabalhos de instalação do backbone em fibra óptica nos troços Benguela-Baía Farta e Chibia (Huila) – Ondjiva (Cunene).

A Região Este, com a previsão de instalação de um total de 3.276 quilómetros, compreende as províncias das Lundas Norte e Sul, Moxico, Kuando Kubango e inclui ainda a província do Zaire.

Luanda já interligado

Em Luanda, o backbone em fibra óptica e a rede de transmissão interligam todas as centrais telefónicas da cidade, incluindo os seus municípios satélites, nomeadamente Viana e Cacuaco.

Do mesmo modo que as acções incidiam em Luanda, os trabalhos eram extensivos às províncias do Cunene, Huíla e Namibe, que acabaram por beneficiar das primeiras ligações inter-urbanas em fibra óptica.

Naquelas províncias, a fibra interliga as cidades do Lubango-Namibe, Lubango-Chibia, Namibe-Tômbwa, Ondjiva-Namacunde-Santa Clara, junto à fronteira com a Namíbia.

Também já está instalada e funcional a rede na Lunda-Norte, mais concretamente entre o Dundo e o Chitato, enquanto as restantes localidades estão a beneficiar da fibra à medida que prosseguem os trabalhos.

Cabo submarino

Paralelamente ao backbone em fibra óptica, a Angola Telecom leva a cabo a instalação de um cabo submarino ao longo da faixa litoral entre Cabinda e Namibe, estando neste momento, segundo a fonte do Telinfoma, os trabalhos na sua fase final.

Denominado projecto “Adones”, comporta uma extensão de 1.450 quilómetros do litoral, tendo o cabo submarino pontos de amarração em Cabinda, Soyo a Nzeto (Zaire), Luanda, Porto Amboim (Kwanza Sul), Benguela, Lucira e Namibe.

Suportado através do Programa de Investimento Publico (PIP), cujo valor não foi revelado, o projecto de instalação do cabo de fibra óptica, a nível nacional, vai dotar o país de infra-estruturas de transporte de comunicações com a mais moderna tecnologia, devendo a Angola Telecom oferecer serviços aos seus clientes particulares e a outros operadores, com qualidade.

As infra-estruturas que estão a ser instaladas vão possibilitar ao país ter uma rede com maior capacidade e velocidade de transmissão de informação, maior fiabilidade e uma qualidade de serviços comparado com os maiores operadores mundiais de telecomunicações.

Do ponto de vista económico e social, a entrada em funcionamento destas infra-estruturas da Angola Telecom terão um impacto na vida nacional, com possíveis baixas de preços e uma maior cobertura dos serviços de telecomunicações.

Segundo fonte da Angola Telecom, o backbone (rede de transmissão nacional), em instalação, vai contribuir sobremaneira para o crescimento e expansão geográfica de todos os operadores móveis e fixos licenciados.