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25.03.2009
MARÇO E OS DESAFIOS DA MULHER ANGOLANA

Está cada vez mais finito o horizonte da mulher doméstica em Angola.
A revolução que iniciou com a grande recessão nos princípios do século XX e a segunda guerra mundial que na América do Norte obrigou ao emprego massivo de mulheres no sector industrial, por falta de homens, tem cada vez mais militantes em Angola.
Na Angola Telecom a percentagem de mulheres não pára de crescer, comparativamente à dos seus colegas do sexo masculino.  Se há duas décadas, maioritariamente, as mulheres eram dactilógrafas ou empregadas de limpeza, agora já encontramos várias mulheres como engenheiras, economistas, juristas e outras técnicas, profissionais de diferentes categorias, em diversas áreas da Angola Telecom.

As Mufico

Apesar da evolução social, a mulher angolana não se esqueceu da sua missão como mãe.
Na província do Namibe, mais precisamente, no município da Bibala, os repórteres Telinforma foram convidados a assistir à cerimónia Fico.
As mufico são jovens que deixam a adolescência e se assumem como mulheres. Para dignificar esse compromisso da mulher mucubal, na sua função de dar continuidade à espécie humana, organiza-se uma cerimónia muito condimentada, onde participam os familiares das mufico e os seus pretendentes a esposos.
As mufico ficam isoladas do olhar de homens durante um certo período que geralmente vai acima dos 7 dias, isso para evitar má sorte no casamento.  São absolutamente dias de festa!
Durante esse tempo são abatidas várias cabeças de gado, oferecidas pelos familiares das meninas. No último dia, pelas 17H00, inicia-se uma grande dança onde as mufico são apresentadas à comunidade como mulheres aptas para procriar.
Nesse dia, os noivos que tiverem as posses para o dote (cabeças de gado), escolhem as noivas.